COMO PLANEJAR UMA VIAGEM DO ZERO: CONFIRA O NOSSO PASSO A PASSO

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Você precisa admitir: uma boa viagem é um daqueles prazeres da vida que você abre mão do que for para ter. Conhecer um canto novo do mundo, uma nova cultura, uma língua diferente ou uma nova iguaria gastronômica são coisas que a gente simplesmente poderia passar a vida fazendo, não é verdade? 

Sorte a nossa, existem diversos canais especializados em viagens com um conteúdo útil e interessante. E se você está começando a entrar neste caminho sem volta, separamos aqui dicas importantíssimas para começar a planejar uma viagem do zero – seja nacional ou internacional. 

Primeiros passos: documentação necessária 

Antes de mais nada, sua documentação precisa estar em dia! Se a viagem for pelo Brasil ou Mercosul, seu RG já basta – mas é a identidade, ok? A CNH só vai ser aceita para dirigir carros em países que fazem parte do acordo. 

Para outros países, como você já deve saber, é imprescindível a apresentação do Passaporte. Então, antecipe essa etapa na Polícia Federal antes de planejar qualquer outra coisa.


Embora seja possível viajar para mais de 150 países sem visto, fique atento aos que fazem disso uma regra! Se você vai viajar para um desses países, como os Estados Unidos, Canadá ou Austrália, é ainda mais importante fazer a entrevista e ter o visto aceito (e em dia!) antes de comprar as passagens. 

No Portal Consular, do Ministério das Relações Exteriores, você consegue todas as informações sobre documentações necessárias. Não deixe de dar um check por lá!  

Comprando as passagens

Resolvida a documentação, agora é hora de garantir a sua viagem! Se você é um viajante independente que se importa em pagar um valor mais justo nas passagens aéreas, uma boa dica é acompanhar as variações de valores das passagens em sites que criam alertas de preços.


Há diversas formas de fazer isso: por apps, sites de agências de viagens (Google Flights, Kayak, Decolar, Expedia e Skyscanner são algumas das mais conhecidas!), diretamente nas companhias aéreas ou de forma mais “manual”, acessando todos os dias sites específicos, como o Melhores Destinos ou da própria cia aérea. 

O bacana é que muitos destes sites também oferecem aplicativos de planejamento de viagem, com dicas de pontos turísticos, restaurantes, GPS etc. Vale a pena testar!  

Passagens internas: Se seu destino é a Europa ou a América do Norte, e planeja aproveitar a ida para visitar vários países e cidades distantes, tenha em mente as cias low cost (ou low fare). Apesar de os valores serem bem mais em conta – o que pode causar uma estranheza –, geralmente, são companhias confiáveis (algumas são uma segunda versão da empresa principal, como a Vueling: versão low cost da Ibéria).


O Skyscanner também é um excelente site para pesquisar passagens de cias com baixo custo, como Ryanair e Easyjet. Lá, eles também dão dicas úteis sobre viajar por essas cias e você ainda consegue colocar um alerta de passagem. Vale a pena ler!

Obrigatoriedades

Vacinas: é superimportante ter em mente as obrigatoriedades do país para onde você vai. Alguns exigem vacinas específicas (principalmente, a de Febre Amarela). No site da ANVISA você consegue ver as informações atualizadas dos países em relação às vacinas – basta clicar em “exigências de viagem”. 

Seguro viagem: para qualquer lugar que você for fora do Brasil, é totalmente imprescindível que você tenha um seguro viagem. Não ignore esta segurança, mesmo que o valor seja mais alto do que você pensou. Aqui é o único momento da sua viagem em que preferir economizar está fora de questão.


Inclusive, em muitos países, você só consegue passar do desembarque se apresentar o comprovante do seu seguro. Antes de viajar, veja as exigências do país em relação à cobertura do plano – em alguns da Europa, por exemplo, a exigência mínima é de 35.000 euros. 

Confira no Melhores Destinos uma lista dos seguros confiáveis para contratar antes de viajar. 

Bagagem: ter certeza do que levar é sempre um desafio. A gente nunca sabe o que vai usar e, dificilmente, consegue chegar facilmente a um equilíbrio. Antes de começar a pensar nas roupas e acessórios que irá levar, confira primeiro os limites de peso e quantidade de cada cia aérea que você vai utilizar – principalmente se for uma viagem internacional.


Em geral, tanto para voos nacionais ou internacionais, a bagagem de mão (além do artigo pessoal que você pode carregar junto, como uma bolsa ou mochila) deve ser pequena e pesar no máximo 10kg. Em malas despachadas, o limite de peso costuma ser de 23kg (não se esqueça de lacrar todas que serão despachadas!). 

Mesmo com essas regras, lembre-se sempre de verificar a regra oficial da cia que você contratou para evitar uma dor de cabeça desnecessária. Isso também vale, principalmente, para voos internos  – inclusive, se for cias low cost.

Chip internacional: não chega a ser uma obrigatoriedade, mas pode facilitar muito a vida! Com o chip você consegue acessar a internet (e ao GPS!) a hora que precisar, evitando possíveis “perrengues”.

Convertendo as moedas

Talvez esta seja a etapa mais desanimadora de todo o planejamento da viagem. Afinal, ninguém gostar de perder dinheiro ou sofrer algum prejuízo, não é? Neste caso, há duas opções: dinheiro em espécie convertido na moeda referente ou cartão de crédito.


Dinheiro ou cartão? Os dois! O cartão é importante, principalmente, para eventuais emergências. Mas lembre-se de liberar o uso no exterior antecipadamente com o banco (alguns já liberam esta opção nos aplicativos), deixando claro o período em que estará fora – e guarde o protocolo para provar a sua solicitação, caso o cartão não seja liberado por engano. 

Mesmo com o cartão de crédito ou pré-pago, o mais recomendado é levar o dinheiro trocado para evitar taxas do banco, IOF e um possível aumento da moeda. E isso requer um planejamento mais assertivo em relação aos gastos durante o período.  

Como o Real é uma moeda pouco procurada fora do Mercosul, o ideal é fazer a conversão com antecedência aqui no Brasil. Se a viagem é por aqui, basta apenas trocar pelo dólar – converter para outras moedas mais desvalorizadas que o Real é apenas opcional e pode ser feita em outro país sem muita dificuldade.


Para conseguir a melhor cotação, não tem outro jeito a não ser ligar para casas confiáveis e confirmar o valor (e se já está com o IOF incluso). Veja no site do Banco Central a lista de instituições autorizadas. Evite locais desconhecidos e aeroportos! 

Além disso, alguns sites não recomendam fazer toda a troca de uma só vez. Mas, sim, começar a trocar a moeda de forma fracionada alguns meses antes da viagem. A Cotação tem um blog com dicas de câmbio muito interessantes. Vale a pena conferir e tirar todas as suas dúvidas!   

Circulando pelo país 

Aluguel de carro: a nossa CNH é permitida em diversos países, inclusive nos Estados Unidos, Canadá e uma boa parte dos países europeus. Porém, é importante checar com bastante antecedência se há necessidade da PID – Permissão Internacional para Dirigir –, que se tira diretamente no DETRAN e tem a mesma validade da carteira de motorista.


Feito isso, alugue seu carro com antecedência aqui mesmo no Brasil para garantir que terá um carro disponível quando você chegar. Neste caso, é importante o cartão de crédito nesse momento, porque, geralmente, é usado na caução de garantia. A RentalCars é uma das mais conhecidas e tem parceria com locadoras do mundo todo.

Transporte Público: Diversos países contam com um sistema de transporte público excelente. É essencial que você leia sobre o assunto especificadamente sobre cada país que você vai percorrer – até para avaliar e ter certeza do que vale mais a pena dentro do seu roteiro. No próprio Google Maps você consegue traçar roteiros e verificar o que cada caminho vai precisar.

Trens: muitíssimo comuns na Europa, os trens de alta velocidade (ou até os regionais) são a melhor opção para se deslocar entre cidades e países com poucas horas de distância: são confortáveis, fáceis de usar e, no geral, acabam tendo o mesmo tempo de um voo (se você contar com check in, malas, espera etc). Se você estiver por lá, verifique esta opção antes de fechar um avião para algum lugar. 


Definindo o roteiro

Sem sombras de dúvidas, a parte mais divertida e empolgante de todas as etapas do planejamento. Se você ainda não tem um destino em mente, faça uma lista de possíveis locais e destaque qual é a melhor época para viajar para cada um deles. Fique atento sobre o clima de cada país para não se decepcionar! 

Pesquise muito, leia sobre tudo (o que não falta é blog de viagem com roteiros bem completos), inclusive, leia também os comentários de outros viajantes e veja muitas imagens e vídeos de todos os lugares que deseja ir – e como faz para chegar em cada um deles. 

Procure conhecer o máximo de detalhes importantes sobre o local para aproveitar 100% sua viagem e junte todas as informações num arquivo só: seja Word, Excel ou até um caderninho. O que importa é ter o seu roteiro documentado para você não correr o risco de esquecer de alguma coisa.


Monte um roteiro que faça sentido e evite passar mais tempo no avião do que no próprio local. A menos que você fique muitos e muitos dias, tente priorizar o que você mais deseja conhecer e desapegue de outros que não estarão no seu caminho. Ou seja, se seu primeiro destino é Portugal, priorize ir em países e cidades ao redor, como Espanha e França, por exemplo. 

Alguns blogs disponibilizam e-books com roteiros completos de destinos variados. A Fabi, do Loucos Por Viagem, tem alguns bem bacanas de locais pela Europa. Já a Dayana, do Seguindo Viagem, dá dicas de “Como Viaja Gastando Pouco”. Além das publicações e redes sociais que você consegue acompanhar gratuitamente. O bacana é juntar um pouquinho de cada e montar o seu de forma personalizada! 

Dicas úteis:

Proteja sua mala: infelizmente, o extravio de malas e até furto de itens pessoais dentro da bagagem podem acontecer com qualquer um. Além de ser importante colocar um tag com o seu nome e contato, reforce a segurança com outros métodos além do cadeado, como um Protect Bag ou um lacre (com identificação, como os da SealBag). E mais: fotografe cada uma delas antes!


Documentações e reservas: Faça cópia de todos os seus documentos e reservas. Leve cópias com você, guarde algumas no e-mail ou numa nuvem (como Icloud ou Google Drive), e deixe também com alguém aqui no Brasil (junto com seu roteiro). Alguns países solicitam a comprovação de entrada e saída de um hotel, por exemplo, e você estará preparado para esta situação se já tiver a cópia da sua reserva na mão.

Doleiras: gostando ou não, as doleiras são sempre úteis. Nunca se sabe o que pode acontecer e, principalmente se você levar todo o seu dinheiro na mão, é importante se prevenir. Quando passear ou andar sem destino, guarde a maior parte do dinheiro e seus documentos dentro dela.

Voos longos: para tentar fazer do seu voo um momento um pouco mais confortável, leve alguns itens que podem te ajudar a relaxar, como: protetores auriculares, caso esteja muito barulhento lá dentro; alguma distração como livros, tablets ou celulares com os conteúdos já baixados (não se esqueça dos fones); colírio para olhos e hidrante para o rosto (muitas horas num ambiente com ar condicionado ressecar algumas regiões do corpo). E o mais importante: roupas confortáveis!  


Aproveite sem moderação!