6 MUSEUS A CÉU ABERTO PARA INCLUIR NO SEU PRÓXIMO ROTEIRO DE VIAGEM

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Nada melhor que um belo passeio ao ar livre. Se você já tem uma viagem planejada para a época de férias ou pretende planejar, não deixe de incluir programas, mesmo em dias mais frios, que te permitirão o contato com a natureza: fazem muito bem à saúde! Em alguns lugares, é possível juntar o útil ao agradável e fazer um programa cultural ao ar livre – já que é mais que normal incluir um pouco de história e cultura na programação, não é?

Um bom exemplo de aproveitar esse combo é colocar no roteiro exposições e museus a céu aberto. Alguns mais distantes da “muvuca”, outros mais pertinho de pontos turísticos conhecidos. O que importa mesmo é a imersão cultural do lugar que você está prestes a conhecer – e todo mundo sabe que um bom turista é aquele que conhece o máximo de coisas que conseguir, não é verdade? 

Confira 6 museus a céu aberto para incluir no seu roteiro 

Para conhecer outras opções bacanas de programação para fazer durante a viagem, que foge dos lugares que todo mundo acaba indo – e ficam quase que insuportáveis de tão cheios –, selecionamos alguns dos mais bacanas museus a céu aberto do mundo. Confira nossas dicas!

Pelo Brasil: 

Instituto Inhotim, Brumadinho

Instituto é o um dos mais importantes centros de arte contemporânea do Brasil e considerado um dos maiores museus a céu aberto do mundo, com mais de 780 hectares – apenas cerca de 30% dele é liberado para visitação.


Cercado por mata nativa da Floresta Amazônica, é classificado também como um jardim botânico, título concedido pelo Ministério do Meio Ambiente, com uma área de mais de 100 hectares dedicada às mais de 4 mil espécies de planta, desde nativas a raras e exóticas – como a Flor Cadáver, originária da Ásia, considerada a maior flor do mundo e única da espécie na América Latina.  

O complexo museológico abriga diversas obras de arte e esculturas de mais de 80 artistas distribuídos entre pavilhões e galerias expostas ao ar livre. Como o instituto mesmo afirma, “a experiência do Inhotim está em grande parte associada ao desenvolvimento de uma relação espacial entre arte e natureza, que possibilita aos artistas criarem e exibirem suas obras em condições únicas”. É imperdível! 

Museu de Arte Urbana do Porto, Rio de Janeiro 

A zona portuária do Rio começou a ganhar cores e formas um pouco antes das Olimpíadas no Brasil, em 2016. Ficou ainda mais conhecido com o mural “Somos Todos Um”, do artista paulista Eduardo Kobra, no qual é representado as 5 etnias dos continentes fazendo uma referência aos anéis olímpicos: Huli (Oceania), Mursi (África), Kayin (Ásia), Supi (Europa) e Japajós (Américas).

 

Com as obras de diversos outros artistas, como Camila Kamis, Leon Keer e a dupla paulista 8Beatch Project, a região se transformou no primeiro museu a céu aberto do Rio. No ano passado, todos os murais do Porto foram catalogados e mapeados pelo MAUP: uma plataforma digital que também oferece um guia (livre ou acompanhado) para visitar as mais de 50 obras feitas por artistas do mundo todo. 

A região portuária ainda fica pertinho de outros museus, como o Museu do Amanhã e o MAR, além de ser caminho para outros pontos turísticos clássicos da cidade, como a Biblioteca Nacional, CCBBTheatro Municipal e a Confeitaria Colombo. Vale muito a pena conhecer!  

Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, Recife 

Uma parada obrigatória para quem vai a Recife é visitar o monumental complexo artístico e espiritual de Francisco Brennand. Entre mais de 2 mil esculturas, objetos cerâmicos e murais, a temática principal do legado do artista é a origem da vida e a eternidade das coisas.


O espaço, que conta com jardins projetados por Burle Marx, tem 15km² de áreas inspiradas na mitologia grega e romana distribuídas em Anfiteatro, Pinacoteca, capela e templos. O funcionamento é de segunda a domingo, com horários variados, e visita guiada.

Fora do Brasil: 

Vigelandsparken, Oslo

Se a próxima parada é pela Europa, uma boa pedida é visitar o Parque Frogner, em Oslo, na Noruega. Composto por mais de 200 obras do escultor norueguês Gustav Vigeland’s, como a foto de capa deste post, Vigelandsparken é um dos destinos mais visitados pelos turistas. Inclusive, por ser também um ótimo local para piqueniques e banhos de sol. 


As esculturas representam a existência humana e tudo o que envolve questões psicológicas e sociais, como maternidade, sentimentos, trabalho, sexo entre outras características que dão sentido à vida – o mais impressionante é a emoção tão nítida nas esculturas. Além do parque, ainda conta com um museu tradicional e um café. É daqueles lugares que te faz refletir sobre a vida, sabe? 

Gibbs Farm, Kaipara 

Não dá para negar como a Nova Zelândia é interessante. O país dos esportes radicais também é conhecido por paisagens incríveis e uma cultura riquíssima. No meio da ilha paradisíaca, está o Gribbs Farm, a maior coleção de esculturas gigantes do mundo. 

Cerca de 29 obras, como uma estatua de uma girafa, trompete que corta duas montanhas e uma “folha de papel”, de artistas do mundo todo, criam diferentes perspectivas e ilusões de óticas interessantes num terreno de 4 km².


Por ser uma propriedade privada, a visita acontece apenas uma vez por mês com agendamento antecipado, que pode ser marcado no site. Se tiver a oportunidade, não deixe de tentar! 

Musée Rodin, Paris 

Fugindo um pouco da rota tradicional de pontos turísticos da Cidade Luz, o Musée Rodin é uma fascinante coleção de obras de arte de Auguste Rodin.  

Ao longo do jardim do Hotel Biron estão cerca de 6 mil esculturas (uma parte dentro do hotel), além de fotografias, desenhos e objetos de arte, incluindo estátuas clássicas, como O Pensador e O Beijo. O melhor de tudo: a localização é ótima e, mesmo recebendo 700 mil visitas por ano, não é comum ter filas intermináveis. E a entrada é gratuita aos domingos!